sábado, fevereiro 26, 2005
Febre de Sábado à Noite, curada por Costa-Gravas.
Meio engripado e algo preguiçoso, encontro uma óptima desculpa para ficar em casa junto à lareira e ver o filme das 21 no canal Hollywood, ainda por cima tratando-se do MAD CITY do Costa-Gravas, de 1997, que os brasileiros e alguns portugueses traduziram pos QUARTO PODER, outros por CIDADE LOUCA, com Dustin Hoffman no papel do jornalista Max Brackett, capaz de tudo por uma boa história, mas também ciente da autêntica sede de poder que se cola de forma inapelável à manipulação dos Media. Toda a força narrativa de Costa-Gravas se encontra concentrada no exercício plausível e necessário da denúncia desse binómio: poder-manipulação. Já era assim em Z, de 1969 e é assim em MAD CITY quase 30 anos depois, com uma coerência assinalável, que me redime da minha tentativa de gripe distendida na pacatez pequeno-burguesa do sofá, ao aconchego do fogo crepitante e em adoração ligeiramente febril do altar televisivo de sábado à noite. Por ironia extrema, o outro actor em cena era John Travolta, no papel de Sam Bailey, um segurança despedido e desesperado, bastante mais gordo, mas suficientemente patilhudo para fazer lembrar essa outra, já distante e mais juvenil, febre de sábado à noite. Mas febre de cinema é sempre cinema, mesmo em televisão.
Meio engripado e algo preguiçoso, encontro uma óptima desculpa para ficar em casa junto à lareira e ver o filme das 21 no canal Hollywood, ainda por cima tratando-se do MAD CITY do Costa-Gravas, de 1997, que os brasileiros e alguns portugueses traduziram pos QUARTO PODER, outros por CIDADE LOUCA, com Dustin Hoffman no papel do jornalista Max Brackett, capaz de tudo por uma boa história, mas também ciente da autêntica sede de poder que se cola de forma inapelável à manipulação dos Media. Toda a força narrativa de Costa-Gravas se encontra concentrada no exercício plausível e necessário da denúncia desse binómio: poder-manipulação. Já era assim em Z, de 1969 e é assim em MAD CITY quase 30 anos depois, com uma coerência assinalável, que me redime da minha tentativa de gripe distendida na pacatez pequeno-burguesa do sofá, ao aconchego do fogo crepitante e em adoração ligeiramente febril do altar televisivo de sábado à noite. Por ironia extrema, o outro actor em cena era John Travolta, no papel de Sam Bailey, um segurança despedido e desesperado, bastante mais gordo, mas suficientemente patilhudo para fazer lembrar essa outra, já distante e mais juvenil, febre de sábado à noite. Mas febre de cinema é sempre cinema, mesmo em televisão.