terça-feira, maio 31, 2005
CANÇÃO DE AMOR
Fui ver. Muita coisa me aproximou do filme de Shainee Gabel. Desde logo, New Orleans, a primeira cidade do EUA que conheci. Envolveu-me bastante a lembrança do Bairro Francês ou o jazz que sai dos bares e se ouve nos hotéis. Ou os lugares que vivi e que esperava rever, sem sucesso. Depois os actores: Scarllet e Travolta, ele pesado, mas vivo, ela jovem e também irreverente. Os cruzamentos de idades tão pouco correntes: hoje quase todos se refugiam no seu grupo de idade. Os livros e o peso que podem assumir nas vidas. Diálogos vivos e pouco banais. Uma estória simples mas que não nos deixa entediados, pois vai criando surpresas, imprevisibilidades. Interessante também a presença da mãe, que nunca vemos, lembrando o início da Condessa Descalça, de Joseph L. Mankiewicz. Fazer viver personagens sem que estas apareçam é um procedimento narrativo relativamente raro.