sexta-feira, novembro 04, 2005
Público(s)
"O conceito de público é o parente pobre da teoria do cinema. Por razões externas — a sociologia da arte não se interessou, praticamente, pelo cinema — e internas — o privilégio concedido à obra orientou os investigadores para a produção e para os autores —, tem-se ficado, frequentemente, com dados superficiais e repletos de preconceitos e ideias feitas. A actual diversificação das maneiras de ver os filmes (indo ou não ao cinema, às salas “de arte e ensaio” ou às comerciais) obriga-nos a reexaminar a questão da recepção. Por exemplo: a verificação — desanimadora para todos os defensores da cinefilia tradicional — de que os “clássicos” de outros tempos já não obtêm o mesmo êxito leva-nos a querer saber se o sentido de uma obra cinematográfica não dependerá da relação que ela mantém com o seu ou os seus públicos. Antes de formular tais problemas, será justo passar revista às maneiras clássicas de tratamento da questão do público."
Jean Pierre Esquenazi, in Abrantes, J C (Org.), A Construção do olhar, Lisboa, CIM/Livros Horizonte, 2005
O livro será apresentado na terça feira, dia 15.
As imagens são ilusões, dizem. Mas já se incluem no real, em nós e fora de nós. E constroem-se no dia a ida, no nosso interior, com o que experimentamos, de forma directa. Venha olhar....
Dia 15 de Novembro de 2005, terça feira
às 18h 30 na Livraria Bertrand - Picoas Plaza
Apresentação do livro
A Construção do Olhar
José Carlos Abrantes (Org.)
Colecção Media e Jornalismo
CIMJ - Livros Horizonte
Apresentado por
Bárbara Coutinho, Centro Cultural de Belém
Cristina Ponte, Universidade Nova de Lisboa
Eduardo Cintra Torres, Público
Eugénio Lisboa, escritor e crítico literário
Leonor Areal, realizadora
O olhar tem sido historicamente construído. A construção do olhar é um acto individual, mas também um dado social, diferente de pessoa para pessoa, variável segundo as tecnologias que produzem os olhares e segundo os modos de ver dominantes numa época.
Este livro resulta de uma reflexão que especialistas portugueses e franceses realizaram num Curso da Arrábida. A concepção que o atravessa é que aos objectos vistos (televisão, cinema, fotografia, ...) se junta hoje o olhar dos espectadores, que apropriam as imagens. E as imagens são ilusões, mesmo quando retratam com realismo o mundo. Além desta constatação, importa considerar que cada público constrói as suas visões dos objectos vistos. Se o olhar se constrói, urge considerá-lo como objecto de ensino e de vivência quotidiana. E contextualizá-lo numa relação de cidadania com os objectos vistos e construídos pela televisão, pelo cinema, pela fotografia, pela imagem digital. Ou interrogá-lo nas cidades e nos outros espaços em que estamos inseridos.
O livro tem textos de José Carlos Abrantes, Monique Sicard, Didier Epelbaum, Renaud Gilbert, Eduardo Cintra Torres, Serge Tisseron, Hannah Davies, Cristina Ponte e Jean-Pierre Esquenazi.
Didier Epelbaum, primeiro provedor de televisão em França (France 2), escreve sobre a sua experiência nessa função. Renaud Gilbert escreve como provedor de rádio e televisão da Société Radio-Canada. Monique Sicard é actualmente investigadora na École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris e reflecte sobre o olhar (d)a televisão. Jean-Pierre Esquenazi é professor na Universidade de Lyon, sendo seu texto sobre a recepção no cinema. Eduardo Cintra Torres, jornalista e professor na Universidade Católica, escreve sobre o olhar do crítico. Cristina Ponte é professora na Universidade Nova de Lisboa, membro do CIMJ e o seu texto, bem como o de Serge Tisseron e o de Hannah Davies são reflexões sobre as relações com os media de um público específico ˆas crianças. Serge Tisseron é actualmente professor e director de investigação na Universidade de Paris X. Hannah Davies integrava o Centre Centre for Language in Primary Education-London. A introdução, de José Carlos Abrantes, CIMJ, traça alguns aspectos da evolução do olhar.
Este livro teve apoio do Instituto de Comunicação Social.
NA LIVRARIA BERTRAND
Centro Comercial Picoas Plaza
Rua Tomás Ribeiro 65
1050-225 Lisboa
Telefone:213593359
Jean Pierre Esquenazi, in Abrantes, J C (Org.), A Construção do olhar, Lisboa, CIM/Livros Horizonte, 2005
O livro será apresentado na terça feira, dia 15.
As imagens são ilusões, dizem. Mas já se incluem no real, em nós e fora de nós. E constroem-se no dia a ida, no nosso interior, com o que experimentamos, de forma directa. Venha olhar....
Dia 15 de Novembro de 2005, terça feira
às 18h 30 na Livraria Bertrand - Picoas Plaza
Apresentação do livro
A Construção do Olhar
José Carlos Abrantes (Org.)
Colecção Media e Jornalismo
CIMJ - Livros Horizonte
Apresentado por
Bárbara Coutinho, Centro Cultural de Belém
Cristina Ponte, Universidade Nova de Lisboa
Eduardo Cintra Torres, Público
Eugénio Lisboa, escritor e crítico literário
Leonor Areal, realizadora
O olhar tem sido historicamente construído. A construção do olhar é um acto individual, mas também um dado social, diferente de pessoa para pessoa, variável segundo as tecnologias que produzem os olhares e segundo os modos de ver dominantes numa época.
Este livro resulta de uma reflexão que especialistas portugueses e franceses realizaram num Curso da Arrábida. A concepção que o atravessa é que aos objectos vistos (televisão, cinema, fotografia, ...) se junta hoje o olhar dos espectadores, que apropriam as imagens. E as imagens são ilusões, mesmo quando retratam com realismo o mundo. Além desta constatação, importa considerar que cada público constrói as suas visões dos objectos vistos. Se o olhar se constrói, urge considerá-lo como objecto de ensino e de vivência quotidiana. E contextualizá-lo numa relação de cidadania com os objectos vistos e construídos pela televisão, pelo cinema, pela fotografia, pela imagem digital. Ou interrogá-lo nas cidades e nos outros espaços em que estamos inseridos.
O livro tem textos de José Carlos Abrantes, Monique Sicard, Didier Epelbaum, Renaud Gilbert, Eduardo Cintra Torres, Serge Tisseron, Hannah Davies, Cristina Ponte e Jean-Pierre Esquenazi.
Didier Epelbaum, primeiro provedor de televisão em França (France 2), escreve sobre a sua experiência nessa função. Renaud Gilbert escreve como provedor de rádio e televisão da Société Radio-Canada. Monique Sicard é actualmente investigadora na École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris e reflecte sobre o olhar (d)a televisão. Jean-Pierre Esquenazi é professor na Universidade de Lyon, sendo seu texto sobre a recepção no cinema. Eduardo Cintra Torres, jornalista e professor na Universidade Católica, escreve sobre o olhar do crítico. Cristina Ponte é professora na Universidade Nova de Lisboa, membro do CIMJ e o seu texto, bem como o de Serge Tisseron e o de Hannah Davies são reflexões sobre as relações com os media de um público específico ˆas crianças. Serge Tisseron é actualmente professor e director de investigação na Universidade de Paris X. Hannah Davies integrava o Centre Centre for Language in Primary Education-London. A introdução, de José Carlos Abrantes, CIMJ, traça alguns aspectos da evolução do olhar.
Este livro teve apoio do Instituto de Comunicação Social.
NA LIVRARIA BERTRAND
Centro Comercial Picoas Plaza
Rua Tomás Ribeiro 65
1050-225 Lisboa
Telefone:213593359