quinta-feira, março 09, 2006
Nem tudo o que luz é ouro!

Ainda no rescaldo dos Óscares, penso que vale a pena reflectir um pouco sobre os que foram entregues, perfeitamente anunciados a longa distância, e os ausentes, também algo previsivelmente, diga-se, mas que, mesmo sopesando essa previsibilidade, não justificam o silêncio cúmplice de muito boa imprensa. Das presenças, apenas repisar o inevitável «Quebra-Costas» (grande tradução da Ana Soares, ver «posta» de Feverereiro aqui em baixo) que toda a gente com algum gosto cinéfilo e não apenas com ideias muito politicamente correctas e alinhadas com a nova e predominante nomenklaturogay (longe vai já a anterior e algo subversiva kontrakulturogay) diz ser uma valente xaropada. Das ausências, recuperar o igualmente inevitável afastamento de «Munich», assim como da questão palestiniana por via do Óscar para melhor filme estrangeiro, que o diktat da predominância judaica norte-americana impôs à Academia. Estranhas alianças, estas novas, que reluziram na ribalta Kodak, um pouco à-la-minuta e com um certo ar de pechibeque, mas mostrando que quem manda ainda é o xerife no faroeste (por isso é que eu prefiro olhão).